sexta-feira, 19 de maio de 2017

A história da professora AFONSINA - II -


Castanha do Pará



A empatia existente entre o jovem FRANCISCO e o Sr. JOSÉ CLEMENTINO DE 
FIGUEIREDO, logo deu lugar a uma amizade que, embora se verificando uma brutal
diferença de idade entre os dois, lá pelo quinto ou sexto dia de viagem, levou o Sr. JOSÉ
a dizer ao jovem novo amigo que ele não mais iria para o Estado do  Amazonas.
 Ao contrário, deveria esquecer a borracha e vir trabalhar com ele na cidade  onde morava
 e exercia suas atividades à frente de um extenso " castanhal " de sua propriedade.
A confiança mútua levou o jovem FRANCISCO a aceitar, sem muita delonga, a proposta
de emprego, embora não tivesse nem a mínima ideia do que seria um " castanhal " e muito menos
quais as condições de trabalho que lhe seriam disponibilizadas na tal localidade.
Convite aceito, alguns dias depois, o navio " gaiola " aportava na  cidade onde vivia o Sr. JOSÉ.
Na verdade, nem de " cidade " poderia ser chamada a pequena vila...
 Fundada  em 1877 pelo Padre JOSÉ NICOLINO DE SOUZA, na parte conhecida como
 " terra firme ", na margem esquerda do Rio Trombetas, teve como primeiro nome, conferido
 pelo seu lendário fundador, Uruá-Tapera .
 Pela Lei 1288, de 11.12.1886, foi elevada à categoria de Freguesia de Santo Antonio de
 Uruá,  pelo presidente da Província do Grão-Pará e Desembargador do Maranhão,
Dr. Joaquim da Costa Barradas.
 São imprecisas as informações sobre a vida da Freguesia, no período compreendido entre sua fundação e a data de 09.06.1894, quando o então Governador do Estado, Dr. LAURO SODRÉ, elevou-a à categoria de " Vila ", já com o nome de Oriximiná.
A criação do município, com a mesma denominação, se deu no dia cinco de dezembro do mesmo ano, sendo nomeado como primeiro intendente, o Sr. Pedro Carlos de Oliveira.
Por ocasião da chegada do jovem FRANCISCO, lá pelo início da década de 1930, a cidade era constituída por apenas três ou quatro ruas, que subiam preguiçosamente por ladeiras mais ou menos íngremes e desprovidas de qualquer obra que facilitasse o trânsito de seus habitantes. Uma destas ruas levava a uma praça ampla, no centro da qual fora erguida uma igreja, cuja pedra fundamental
 foi solenemente assentada e benzida, no dia  23.07.1922 - quando se comemorava o primeiro centenário da independência do Brasil - pelo Venerável Vigário da Paróquia de Óbidos, Frei Rogério 
Voger O.F.M.
 O jovem e aventureiro viajante, já demonstrara grande admiração pela paisagem encantadora,
 única para seus olhos nordestinos acostumados às terras áridas, logo por ocasião da chegada do
 " vapor " a foz do Rio Trombetas.
 Este rio, de águas límpidas e transparentes, contrastava de maneira brutal com as águas barrentas
 do Rio Amazonas, deixado prá trás lá pelos lados da cidade de Óbidos.
Completou-se seu encantamento, com a visão da estonteante beleza das praias alvíssimas
à frente da cidade e ele decidiu, naquele momento, que aquele lugar maravilhoso seria
pra sempre sua morada!
                                               
                                                               
Continua na próxima sexta-feira.
Bom fim de semana a todos.

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